O poder dos irmãos nas escolhas profissionais

PESQUISA REALIZADA POR JOBATUS.COM.BR REVELA QUE 63% DOS USUÁRIOS FORAM INFLUENCIADOS POR IRMÃOS NA CARREIRA PROFISSIONAL

No mês de setembro, mais precisamente no dia último dia 05, comemorou-se no Brasil o dia do irmão. Apesar de não ser uma data oficial, para muitos a figura do irmão tem um significado muito especial. No âmbito profissional, em muitos casos, os irmãos exercem um papel central nas escolhas profissionais um dos outros. Em uma pesquisa realizada entre os profissionais cadastrados no portal de empregos Jobatus.com.br, 63% deles afirmaram ter sido influenciados em alguma medida por seus irmãos na escolha profissional. Desses, 58% optaram pela mesma profissão ou similar contra 42% que buscaram o caminho oposto do irmão. A pesquisa revela ainda que 93% se espelharam em um irmão mais velho.

Na opinião da coach e gestora de pessoas Saritha Ribeiro, um dos motivos para que ocorra essa influência está no fato da sociedade não estimular o autoconhecimento. E por isso, segundo ela, muitos profissionais não estão preparados para pensar sobre os próprios sonhos, identificar as próprias potencialidades e valores. Apesar da crítica, Saritha vê aspectos positivos nessa influência.

Quando não nos conhecemos e não temos o costume de buscar essa observação interior, analisar as possibilidades que existem no mundo, podemos nos basear nos modelos mais próximos. Os irmãos por estar mais perto, em especial os mais velhos, podem influenciar bastante. Essa influência na escolha da profissão pode ser positiva, pois é uma fonte grande e confiável de informações”, avalia.

 

Fatores determinantes na escolha profissional

Para Vanessa Oliveira Costa, CEO e coach do Instituto TAPS a influência dos irmãos na escolha profissional passa por fatores como sugestão e/ou submissão dos pais, legado e admiração. A orientadora de carreiras afirma ainda que, atualmente, o ganho financeiro tem ficado em segundo plano em detrimento de questões como liberdade, felicidade e autorrealização.

"Hoje a pergunta que o jovem se faz para espalhar na profissão do irmão modelo é: essa profissão tem algo parecido com a marca que eu quero deixar no mundo? A percepção da realidade profissional do irmão em sinergia com as expectativas é o que concretiza a escolha para o sim ou para o não”, explica.

Dentre os motivos de escolha apontados pelos profissionais cadastrados em Jobatus.com.br, 84% atribuíram à decisão o fato de o irmão ser bem sucedido na área (admiração), 77% por possibilidade de reconhecimento (legado), 31% por identificação (vocação), 23% negócio famíliar e apenas 16% mercado/ganho financeiros . Para aqueles que ao conhecer a profissão do irmão optaram por um caminho oposto, a vontade de se destacar em uma área diferente (63%), o medo de não ser bem sucedido (48%) e a falta de vocação (46%) estão entre os principais motivos para buscar outra opção. É importante ressaltar que, em ambos os casos, os participantes puderam responder mais de uma opção.

O fisioterapeuta Luciano Magalhães faz parte do número de profissionais que seguiram os passos do irmão. Acompanhar os estudos do irmão mais velho no curso de Fisioterapia fez com que Luciano desistisse de Medicina, “Iniciei o curso de fisioterapia já com uma noção do que se tratava. Pensei também que meu irmão no mercado facilitaria meu acesso. Hoje nos ajudamos mutualmente trocando experiências e opiniões no tratamento de casos mais complexos e nos considero bem sucedidos“, avalia Luciano.

Para as irmãs Meire Prates e Sandra Prates de Belo Horizonte, a influência de Tânia, a primogênita da família, também foi decisiva em suas carreiras profissionais, no entanto, com efeitos diferentes. A irmã mais nova Meire decidiu não seguir os passos de Tânia por não se identificar com a área, que julgava ter uma excessiva carga de trabalho e com poucas oportunidades. Já Sandra que iniciou sua vida profissional como bancária trocou de ramo por admirar a atuação da irmã mais velha e ver ali um mercado promissor.

"Quando nosso pai morreu, nossa irmã Tânia, que já atuava com turismo, tomou as rédeas da família, o que fez com que eu visse a profissão como algo positivo e promissor. Pelo que via da minha irmã era uma área estável financeiramente. Estou há 18 anos no mercado e adoro o que faço", explica Sandra.

 

Quando essa influência pode ser negativa

A consultora de carreira Vanessa Oliveira sinaliza que, atualmente, os jovens estão cada vez mais deixando de lado sugestões externas e passam a seguir os passos da sua individualidade. Para a coach Saritha, a influência de irmãos pode ser negativa justamente nos casos contrários a essa tendência, quando a pessoa decide apenas pela experiência do irmão e não se abre para identificar qual a profissão o deixaria feliz e/ou é mais compatível com perfil e propósito de vida.

Há muitos casos de pessoas que abandonam a faculdade antes da conclusão e profissionais frustrados. Existem inúmeras carreiras no mundo. Será que houve uma análise detalhada durante a escolha decisiva da profissão? Houve uma auto-observação das próprias competências? Quais os verdadeiros propósitos que tem na vida? O que o faz sentir realizado? O que faz o seu olho brilhar?

E finaliza com o seguinte questionamento: O sonho do seu irmão é o mesmo que o seu?

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